sábado, 12 de janeiro de 2013
Fotógrafo usa formigas para criar contos de fadas
Atualizado em 15 de março, 2012 - 05:48 (Brasília) 08:48 GMT
O fotógrafo afirma que sua experiência de trabalho no teatro o ajuda na hora de criar os objetos de cena de suas fotos. Foto: Caters
Fábulas e formigas
O fotógrafo russo Andrey Pavlov cria cenas de histórias usando formigas como personagens principais.
Ele passa hora arrumando os cenários para capturar imagens dos insetos em várias atividades, desde costura até levantamento de pesos, o que faz com que as cenas se pareçam com imagens tiradas de contos de fadas.
Pavlov afirma que não costuma ir muito longe para fazer as imagens. O fotógrafo geralmente leva seu equipamento para um formigueiro que fica apenas a alguns metros de sua casa em Moscou, na Rússia.
"Nos últimos sete anos, sempre estava com minha câmera mas foi apenas quando tive filhos e comecei a ler contos de fadas para eles, percebi que isto era algo que nunca fiz quando eu era criança", disse o fotógrafo.
"Foi quando decidi começar criar meus próprios contos de fadas."
O fotógrafo conta que sua experiência profissional ajudou no momento de criar as cenas.
"Eu costumava trabalhar no teatro, o que foi de grande ajuda para criar objetos de cena", disse.
Pavlov afirma que escolheu formigas como os personagens de suas cenas "pois as respeito e respeito seu modo de vida".
"Elas cuidam dos filhos e cuidam dos idosos. Elas existem há milhões de anos."
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Notícias
Formiga dada como extinta reaparece em universidade de Minas Gerais
Inseto era considerado primeiro de seu grupo a ser eliminado pelo homem.
Descoberta mostra como é difícil determinar extinção de formigas.
Reinaldo José Lopes - G1, em São Paulo.
Extinção é para sempre -- menos quando é registrada por engano, claro. A formiguinha brasileira Simopelta minima chegou a ser citada mundo afora como o único exemplo de extinção desses insetos causada pelo homem, mas voltou a ser detectada por cientistas. E não podia ser num lugar mais impressionante: o campus de uma universidade de Minas Gerais.

O animal visto em microscópio eletrônico (Foto: Revista Brasileira de Entomologia/Reprodução)
"É claro que a gente ficou muito surpreso", declarou ao G1 Rodrigo Feitosa, doutorando do Museu de Zoologia da USP e um dos autores do artigo científico que anuncia a redescoberta do bicho. "Ainda mais por achar a espécie num campus de universidade, numa área degradada, aberta, que estava sendo usada para experimentos." O pedaço de terra em questão é um fragmento de floresta na Universidade Federal de Viçosa, que passou por um incêndio há nove anos e só agora está se recuperando. Os exemplares de Simopelta minima foram capturados com uma armadilha no subsolo.
Antes disso, a espécie só tinha sido vista uma vez, em 1986, numa velha plantação de cacau sombreado (com árvores de outras espécies) de Ilhéus (BA). "Era um habitat muito diferente, de mata fechada, com pouca iluminação e serrapilheira [camada de folhas no solo] muito densa", diz Feitosa. A plantação acabou sendo eliminada, e o fato de nenhum outro levantamento ter achado exemplares de S. minima levou o Ministério do Meio Ambiente a declarar que a espécie estava extinta.

Detalhes da cabeça do inseto (Foto: Revista Brasileira de Entomologia/Reprodução)
Todos tinham tanta certeza desse desaparecimento, aliás, que no começo nem os pesquisadores que assinam o novo estudo eram capazes de acreditar na redescoberta. "Os colegas meus que coletaram os espécimes chegaram a identificar as formigas como Simopelta minima, mas inicialmente mudaram de idéia porque acreditavam que o bicho estava extinto", diz Feitosa, referindo-se a Fernando Augusto Schmidt e Ricardo Ribeiro de Castro Solar, da Universidade Federal de Viçosa.
Pequena bárbara
Apesar do tamanho -- menos de 2,5 mm --, a S. minima provavelmente são um bocado temidas por outras formigas. Isso porque as espécies do gênero Simopelta normalmente são nômades guerreiras, que vivem de invadir e saquear o ninho de outras formigas. "Elas viajam o tempo todo e devoram os ovos e indivíduos jovens dos formigueiros que invadem", explica Feitosa. "Ocasionalmente, podem ocupar troncos de árvore, por exemplo."
Os hábitos nômades, mais o fato de eles passarem quase o tempo todo debaixo da terra, dificulta o estudo da biologia e dos hábitos dessas formigas. De qualquer maneira, o pesquisador da USP diz que é provável que outras espécies muito raras de formiga, as quais parecem correr risco de extinção, são apenas muito crípticas, ou seja, difíceis de achar, por causa de seus hábitos. "Estudá-las em laboratório seria muito difícil justamente por causa do nomadismo, precisaríamos de uma estrutura enorme. Para conhecê-las melhor, são necessários mais estudos de campo mesmo", afirma ele.
A pesquisa foi publicada no periódico científico "Revista Brasileira de Entomologia".
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Simopelta minima
Bote de formigas
Uma estratégia para sobreviver na água.
NOTÍCIAS - 30-05-2011
NOTÍCIAS - 30-05-2011
Diz o ditado que “a união faz a força”, mas, no caso das formigas da espécie Solenopsis invicta – também conhecida como Formiga-de-fogo, ele pode ser adaptado para a união faz o bote! É que essas formigas, ao se unirem, se tornam resistentes à água!

Foto cedida pelo pesquisador
Para uma única formiga, uma pequena gota de água pode ser fatal, mas, ao se juntarem, elas são capazes de sobreviver até mesmo a uma inundação. “A colônia deve permanecer junta, já que uma única formiga ou até mesmo um pequeno grupo não é capaz de sobreviver sozinho. Quando as formigas estão juntas, formando uma espécie de bote, elas garantem a sobrevivência e, quando a enchente terminar, podem restabelecer a sua colônia”, explica o pesquisador Nathan Mlot, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos.
Pelo à prova d’água
Além da capacidade de formar esse bote que boia na água, essas formigas surpreendem mais uma vez ao se protegerem das enchentes: elas têm pelinhos microscópicos ao longo do corpo e das pernas que são resistentes à água. Ou seja; ao formarem o bote, elas flutuam e não se molham.
“Quando as formigas estão unidas, forma-se um colchão de ar entre elas e a superfície da água que as mantém seguras, secas e flutuando” conta Nathan.
Fica a lição: até no mundo das formigas, a união entre os indivíduos é positiva para todos, não é mesmo?
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Solenopsis invicta
Gigantes no formigueiro
Em outubro, a coluna O nome dos bichos conta como foram batizadas algumas das maiores formigas do planeta!
O NOME DOS BICHOS - 01-10-2010
Quando você pensa em formiga, logo imagina um bichinho miúdo, não é mesmo? Mas isso é porque você não conhece a Dinoponera gigantea, a falsa-tocandira, uma das maiores formigas do mundo, que pode medir até três centímetros!
(foto: Ricardo R. C. Solar)
A falsa-tocandira gigante vive na Amazônia e atinge por volta de três centímetros de comprimento. Pegue uma régua e responda: é ou não é uma formigona?
Assustadora!
O nome científico da falsa-tocandira faz referência ao seu grande tamanho. Quer ver só?
Existe um gênero de formigas chamado Ponera, que foi batizado assim por causa do ferrão que suas espécies têm no final do abdômen. Ponera vem da palavra grega poneros, que tem vários significados, sendo que um deles é “doloroso”.
A falsa-tocandira lembra uma Ponera, mas é assustadoramente maior. Por isso, recebeu o nome Dinoponera, que quer dizer “Ponera terrível” em grego. Já o nome específico gigantea também vem da língua grega e significa nada menos que “gigante”.
A irmã ameaçada
A Dinoponera gigantea, porém, não é a única espécie do gênero, nem a única falsa-tocandira que existe. Os cientistas conhecem mais cinco espécies quase tão grandes quanto ela, que vivem de norte a sul do Brasil e também em alguns países vizinhos. Uma delas, a Dinoponera lucida, que habita a Mata Atlântica, está ameaçada de extinção. O nome lucida significa “reluzente”, pois o abdômen desta espécie é mais liso e brilhante do que o das outras Dinoponera.
(foto: Sébastien Lacau).
A falsa-tocandira da Mata Atlântica é encontrada hoje apenas em algumas florestas da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. A destruição das matas parece ser a principal ameaça a essa formiga. A prima zangada
Mas se estamos falando em falsas-tocandiras, vale perguntar: quem é a verdadeira? É a Paraponera clavata, que ocorre da América Central até o norte do estado de São Paulo. O nome de seu gênero — Paraponera — quer dizer justamente “parecida com Ponera” em grego. Já clavata significa “clavada” em latim e pode ser uma referência à segunda parte do abdômen dessas formigas, que tem a forma de uma clava: um tipo de taco ou bastão que tem uma das pontas mais grossa do que a outra. Dê só uma olhada na foto e confira.

(foto: Dr. Arthur Anker)
A ferroada da tocandira é tão poderosa que, em alguns lugares, ela é chamada de “formiga 24 horas”, pois a dor dura por um dia inteiro.
O nome tocandira, por sua vez, tem origem na língua indígena tupi e parece significar “o que fere muito” ou “picada latejante”. Em algumas regiões, ela recebe nomes parecidos, como tucandira, tocanera, tocandeira ou tucandeira. A Dinoponera gigantea e as outras espécies do seu gênero são chamadas de falsas-tocandiras porque, embora possam ser maiores que a Paraponera clavata, sua ferroada é bem menos dolorosa!
A palavra “formiga”, vem de formica, nome que era dado a esses insetos em latim. Já em inglês, formiga é ant, cuja origem distante está na palavra germânica ameise, que quer dizer “cortadora”.
[quizme form='gigantes_no_formigueiro']
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Dinoponera gigantea
Pequenina e poderosa
Boa de briga e defensora das companheiras, esta formiga mais parece um… supersoldado!
NOTÍCIAS - 10-01-2012
À primeira vista, as formigas parecem animais frágeis e inofensivos. Não se engane: você já, já vai conhecer uma formiga boa de briga – a formiga supersoldado. Ela faz parte do gênero Pheidole, cujas espécies são popularmente conhecidas como formigas cabeçudas.
Assim como vários outros insetos, as formigas cabeçudas vivem em sociedade e distribuem suas tarefas. Para isso, elas se dividem em grupos, chamados de castas. A primeira casta é formada pelas formigas rainhas e machos, que se reproduzem e geram novos indivíduos para a colônia. Em seguida, temos as formigas operárias, que fazem a limpeza, tomam conta dos ovos e trazem alimento. Por último, existem as formigas soldado, que defendem o ninho ataque de insetos inimigos.
Já a casta das formigas supersoldado também tem a função de proteger o formigueiro, mas de uma maneira muito curiosa. “Como elas são muito maiores que suas companheiras, as formigas supersoldado usam suas grandes cabeças para bloquear a entrada do ninho, fazendo com que nenhum outro inseto consiga entrar”, explica o biólogo Ehab Abouheif, da Universidade McGill, no Canadá.
Uma formiga supersoldado parece enorme quando colocada ao lado de uma formiga operária (Foto: Alex Wild)
As supersoldado também são boas de luta e combatem exércitos de formigas legionárias, que tentam destruir os formigueiros para roubar alimento e os ovos do ninho.
Mas o que faz com que uma formiga vire uma supersoldado? Isso acontece logo depois que elas saem dos ovos, graças à alimentação e a uma substância chamada “hormônio juvenil”. As larvas que recebem mais comida e, por algum motivo que pode estar em seu código genético, produzem maiores quantidades desse hormônio se tornam supersoldados.
Os cientistas ainda tentam descobrir o porquê, mas as formigas supersoldado existem apenas no sudeste dos Estados Unidos e no México.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
As formigas dormem?
Quem já acordou no meio da noite sabe: a casa fica mais silenciosa, mas não totalmente parada. Insetos, por exemplo, aproveitam para se mover mais livremente por aí.
Será que as formigas nunca dormem?!
Para responder, o biólogo Carlos Roberto Brandão, da Universidade de São Paulo.
Ele explicou que existem espécies de formigas que trabalham de dia e outras que trabalham de noite. Por isso, podemos ver formigas andando por aí às três horas da manhã. Mas isso não quer dizer que elas fiquem trabalhando dia e noite – as formigas também precisam de tempo para descansar.
“A maioria dos animais busca alimento ativamente e repousa na hora de digerir o alimento”, conta Carlos. Então, as formigas que andam pela parede da sua cozinha de madrugada estão procurando o que comer!
Depois de fazer sua refeição, na hora do seu repouso, elas entram em um estado de letargia – ou seja, ficam mais lentas e fazem tudo mais devagar. É como se elas dormissem acordadas…
Dormir, mas manter-se parcialmente alerta. O mesmo tipo de comportamento é observado em outros animais, como os pássaros que se empoleiram em cima das árvores, e mesmo em baleias e golfinhos, que derivam na superfície do mar. Seu corpo fica em alerta para que eles não caiam lá de cima, do mesmo jeito como os golfinhos dormem atentos aos momentos de subir à superfície e respirar.
BLOGUE DO REX - 27-09-2012
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